POLÍTICAS PÚBLICAS E PERMANÊNCIA EDUCACIONAL DE MULHERES: UMA REVISÃO SOBRE CUIDADO, MATERNIDADE E TRABALHO
DOI:
https://doi.org/10.29327/2848808.2.1-19Keywords:
Direito à educação, Assistência estudantil, Divisão sexual do trabalho, Educação de Jovens e Adultos, Ensino superiorAbstract
O estudo teve como objetivo analisar as contribuições, os limites e as lacunas atribuídos pela produção científica às políticas públicas educacionais e intersetoriais e às ações institucionais voltadas à permanência de jovens e mulheres adultas que conciliam estudos, maternidade, responsabilidades familiares de cuidado e trabalho na Educação de Jovens e Adultos e no ensino superior brasileiro. Desenvolveu-se uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, com buscas na SciELO e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, complementadas por rastreamento de referências em periódicos, repositórios institucionais e Google Acadêmico. Incluíram-se publicações de 2016 a julho de 2026, em português, inglês ou espanhol, disponíveis integralmente e relacionadas ao contexto brasileiro. O corpus reuniu 17 estudos. Entre as barreiras mais recorrentes figuraram sobrecarga de cuidado, trabalho remunerado, restrições financeiras, incompatibilidade de horários e insuficiência de serviços institucionais. Auxílios, creches, flexibilização acadêmica, acolhimento e redes de apoio favoreceram a continuidade, mas apresentaram cobertura desigual e dependência de arranjos informais. A literatura aponta a necessidade de articular políticas educacionais, assistência estudantil e políticas de cuidado, respeitando as especificidades da Educação de Jovens e Adultos e do ensino superior.
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